Localização:
Prado e Porto Seguro no Sul da Bahia, Brasil.
Duração:
Sete días pedalando 120km.
Introdução:
Quase 500 anos depois, o sol continua forte, os nativos
sempre hospitaleiros e a paisagem continua a maravilhar
quem se aventura pelas trilhas que cruzam esse pedaço
do litoral da Bahia. A Rota do Descobrimento, que vai de
Prado à Santa Cruz de Cabrália, pode ser considerada
um paraíso também, tal como Pedro Álvares
Cabral e sua esquadra a viram pela primeira vez, em 22 de
abril de 1500. Uma das pedaladas mais belas do planeta!
Programa:
Sábado Chegada de avião a Porto Seguro
(Ba) - Translado a Prado (até as 12hs do meio dia).
Hospedagem na pousada e tarde libre.
Domingo Primeiro dia
Prado a Cumuruxatiba
33 km - média dificuldade
A pedalada pelas praias do descobrimento começa no
município de Prado, no extremo sul da Costa do Descobrimento,
onde as caravelas portuguesas se aproximaram pela primeira
vez das novas terras . A Vila de Cumuruxatiba, 33 quilômetros
ao Norte de Prado e é uma pedalada tão puxada
quanto bela. O caminho é todo feito pela estrada
de terra que beira a praia, sempre por cima das falésias.
A todo instante alternando subidas e descidas e uma paisagem
de um mar azul deslumbrante. Na Praia Viçosa, um
capricho extra da natureza: um banco de areia branca encimando
a falésia. Já na praia do Tororão uma
pequena cascata de água doce cai diretamente na praia
convidando os ciclistas a um banho refrescante. A partir
daí a estrada se afasta do litoral deixando o trecho
mais difícil devido ao calor intenso, pois enquanto
estamos pedalando ao lado da praia a todo instante uma agradável
brisa nos acompanha. Durante o caminho encontraremos alguns
bares pelo caminho onde encontramos desde uma tradicional
água de coco a um gelado refrigerante.
A Vila de Cumuruxatiba é bastante agradável,
uma região paradisíaca de praias semidesertas,
enfeitadas por falésias coloridas, bem pequenina
e bastante tranqüila.
Segunda Feira Segundo dia
Cumuruxatiba a Corumbau
26 km - média dificuldade p/ fácil
Parte do trecho entre Cumuruxatiba a Corumbau estará
pedalando pela praia, onde durante toda viagem precisamos
estar atento com o movimento das marés, o ideal é
antes de começar a pedalar verificar o horário
da maré baixa com algum pescador local. Durante a
maré baixa é possível pedalar tranqüilamente
pela areia, que fica mais dura. O ideal é nos trechos
de praia murchar o pneu.
Este é o mais longo trecho pela praia, realizado
em um único dia, 26 km até a Vila de Corumbau.
À direita avista-se o imenso mar azul. À esquerda,
uma paisagem de coqueiros, mangues e falésias.
As falésias são um espetáculo grandioso.
Em tons avermelhados, formam paredões de até
20 metros de altura e que refletem o brilho do sol em cores
vivas. Cinco quilômetros de pedaladas pela praia chegamos
de frente a uma falésia, desta vez elevando-se como
um morrão bem acima do nível do mar. A única
maneira é escalar pelo caminho demarcado facilmente
identificado. Lá em cima é o momento de aproveitar
a bela vista do horizonte marinho e observar a vegetação.
Existem dezenas de flores coloridas, entre as quais um tipo
de orquídea com minúsculas flores rosas. Seguimos
pela trilha em seguida chegamos a uma estrada. A estrada
termina na porteira de uma fazenda onde atravessamos e chegamos
lá embaixo na Praia do Moreira, com uma pequena e
aconchegante enseada em forma de meia-lua, mas de praia
bem pedregosa. No alto do morro, tendo o mar à direita,
é possível observar o Monte Pascoal à
esquerda. É a única oportunidade de ver este
que foi o primeiro pedaço do Brasil a ser avistado
pela esquadra de Cabral, num ensolarado Domingo de Páscoa.
Diz a História que Cabral avistou o Monte Pascoal
quando as naus estavam na altura das praias de Prado - mais
exatamente, próximas à foz do Rio Caí.
De volta à praia, a foz do Rio Caí é
um dos pontos mais bonitos da pedalada - e também
um dos pontos de maior importância histórica.
Foi nesse lugar que o português Nicolau Coelho desembarcou
no dia 23 de abril de 1500 e fez o primeiro contato com
os índios pataxós. As naus ficaram em alto-mar,
enquanto Coelho, a mando de Cabral, seguiu em um pequeno
barco até a praia.
Se a maré estiver alta, é necessário
pegar uma carona num barco dos pescadores vizinhos para
atravessar o Rio Caí. Logo após o Rio, uma
cruz simboliza o descobrimento do Brasil. Seguindo em frente
saímos novamente da praia, uns cinco quilômetros
depois, quando a praia ficar novamente obstruída.
Observe um pouco antes das pedras um caminho por trilha
por cima das falésias, um dos trechos mais bonitos
do passeio.
De volta a praias seguimos pedalando tranqüilamente
até a Ponta de Corumbau.
Há duas versões para o significado de Corumbau,
em tupi. Para alguns, a palavra quer dizer "longe de
tudo". Para outros, "fim do mundo". De fato,
ao se avistar essa ponta de areia (que chega a Ter mais
de um quilômetro, na maré baixa) tem se a ilusão
de que não existe mais nada no planeta além
dela. Só o céu. O vilarejo é o menor
da Rota do Descobrimento, um dos mais simples e sem luz
elétrica, mas de beleza deslumbrante.
Devido à péssima condição da
estrada, este é o único dia em que a van não
acompanha o grupo. Nesse dia cada participante deve levar
uma pequena bagagem em uma mochila.
Tercera Feira Terceiro dia
Corumbau a Caraíva
10 km - difícil
Pela Manhã saímos para um mergulho nos corais
(opcional). Por volta de 13 horas seguimos de bicicleta
em direção a Caraíva. Atravessamos
de canoa o Rio Corumbau , onde a beira do rio , criança
indígenas oferecem aos viajantes colares de conchas,
artesanato e o transporte para vencer o rio. Devido à
areia fofa e bem inclinada este é o trecho mais difícil
de toda a rota. Se você estive em ótima forma
física até é possível pedalar,
desde que os pneus estejam bem murchos, ou o jeito é
caminhar até a Aldeia Pataxós, distante cinco
quilômetros dali, ou seguir de barco para quem preferir.
A entrada da aldeia é facilmente identificada na
praia com uma cabana e uma casa ao fundo. Neste trecho fica
a faixa da praia do Parque Nacional do Monte Pascoal, mas
também a área indígena Barra Velha.
A partir da Aldeia de índios seguimos por uma estrada
paralela a praia, que liga os habitantes locais até
o Monte Pascoal. A partir da aldeia seguimos Pedalando até
ao Rio Caraíva por uma estradinha de terra toda plana.
Lá um barco levará o grupo para nosso destino.
As bicicletas seguem em uma carroça.
Nascida de um agrupamento de índios e escravos há
cerca de 100 anos, o rústico vilarejo de Caraíva
ainda conserva o ar simples e ribeirinho do passado, de
poucas ruas, todas cobertas de areia e também sem
luz elétrica. Outrora, Caraíva foi um dos
principais centros de extração e escoamento
de madeira, hoje bastante raro na região. Seus habitantes,
vivem basicamente da pesca, embora já existam ali
pousadas e bares para os aventureiros, com direito até
ao forró.
Quarta Feira Quarto dia
Caraíva a Coruípe
10 km - fácil
Para iniciar a pedalada até Coruípe, atravessamos
de canoa o Rio Caraíva, até a praia, do outro
lado e seguimos em frente, pedalando pela praia, cinco quilômetros
depois a praia termina em uma falésia, onde desviamos
à esquerda por cima dela e seguimos por uma trilha.
Passamos por um mirante natural onde observamos o mar e
a linda paisagem. Logo em seguida chegamos a Coruípe,
na praia do espelho, considerada uma das dez praias mais
bonitas do Brasil, talvez um dos pontos mais bonitos da
viagem.
Quinta Feira Quinto dia
Coruípe a Trancoso
21 km - média dificuldade
Seguindo em direção a Trancoso, este é
o dia com a maior variação de terrenos onde
estaremos pedalando: praia, estrada, single tracks. Após
a praia do espelho observamos no alto do morro magníficas
construções, chamadas de "bangalôs",
que pertencem ao Condomínio Outeiro das Brisas. A
partir daí seguimos sob os coqueiros que segue paralelo
à praia. O caminho é maravilhoso, com uma
vegetação intensa de mata atlântica,
a trilha parece até que foi feito para as mountain
bikes, um paraíso. O que chama a atenção
é o show da rica vegetação entre elas
as bromélias com suas flores e frutos coloridos.
Após várias porteiras a trilha chega a uma
estrada de areia branca e nos trechos de lama bem preta.
Neste trecho estaremos atravessando diversas fazendas de
búfalos. Seguimos à estrada sempre em direção
norte, a praia apesar de não estar visível,
estará sempre a nossa direita. A estrada de areia
branca termina em uma porteira, aonde chegamos a uma estrada
de terra mais batida e um pouco mais movimentada. À
frente atravessamos uma enorme ponte de madeira sob o Rio
do Frade. A proximidade com Trancoso se revela pelo intenso
movimento, cheia de pousadas e bares a poucos metros do
mar. A vila ainda guarda o charme de quando foi descoberta
pelos hippies na década de 70. A aldeia Jesuíta
foi fundada no século XVI. Na famosa "Praça
do Quadrado" estão conservadas as primeiras
construções do povoado, como a igreja de São
João erguida pelos jesuítas em 1656e o casario
construído pelos missionários portugueses,
que permanece intacto, mas agora com outras serventias.
Abriga agora bares restaurantes pousadas, tudo isso rodeado
com árvores de cacau, tamarindo, jambo e jaca.
Sexta Feira Sexto dia
Trancoso - Arraial d'Ajuda
14 km - fácil
Seguindo em direção a Arraial, atravessamos
o Rio Trancoso, que antes de alcançar o mar dá
várias voltas formando ilhas e irrigando o mangue
de árvores robustas. É talvez o trecho mais
fácil de todo o percurso. Sempre pedalando pela praia,
este trecho já não é tão deserto
como a dos dias anteriores. A todo instante encontramos
alguém ou algum bar, aumentando conforme a proximidade
de Arraial. Uma das atrações mais encantadoras
deste trecho era a Lagoa Azul, que secou misteriosamente.
Arraial d'Ajuda, é um povoado fundado pelos jesuítas
em 1549, naquela época uma espécie de ponto
de partida para a catequização dos índios
da região, hoje conhecida pela agitada vida noturna
ao som de forró, lambada e Axé.
Sabado Sétimo Dia. Para
quem segue de avião: Transfer até o aeroporto
de Porto Seguro, não incluso no preço.